domingo, 16 de março de 2008

Luz inerte?Não!Luz em movimento.


Luzi

Como nem sempre o tamanho
pode determinar uma real grandeza,
o imenso sol mostra-se opaco diante da luz
que o pequeno e flutuante corpo vai distribuindo ao redor,
à todos apoiando e conduzindo
nessa difícil e intranqüila marcha do existir.
Mostra que viver não é somente estar vivo,
mas buscar a mudança na vida do outro
desprovido do mínimo e exigido no máximo.
Rasga todo o seu ser e remendá-os aos dos outros,
na esperança que esses fragmentos de luz
ampliem uma pequena e quase apagada incandescência,
onde cada um ergue suas expectativas e sentido no viver.
aos poucos a ínfima luminosidade
soterrada num turbilhão de desigualdade e dor,
ergue-se numa inominável luz própria,
iluminando ao redor e reconhecendo-se
na identidade em que o ser se apresenta.

Alguns seres atravessam a linha de seu tempo
dispostos à acumular demasiadas coisas
onde o vazio se mostra numa sucessão
de contínuos substituir de coisas
e suas utilidades não ultrapassam
uma ilusória e afetada superioridade
que sob o túmulo não fazem diferença alguma.
Outros seres vivem sob um sofrer constante
justamente por acumular o sofrer de outros,
sabendo que seus sonhos se resumem
em simplesmente viver com o mínimo que lhes é negado.
Sonhar não é fechar os olhos e imaginar coisas.
Sonhar é abrir os olhos e transformar tais coisas
ao nível do que se deseja.
Luzir é irradiar claridade ou refletir a luz.
Luzi é a própria luz.

Ninil 2008











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